Thursday, March 08, 2012

Respostas


A diferença está entre os que já escolheram e os que ainda não fizeram isso.

Anos-luz, ou melhor, “vidas-luz”.
Do mais só resta a amplitude e um enorme vazio porque as opções são infinitas e os riscos são inevitáveis.

Passou da hora? 
Ou já consegue caminhar pra corrida?

Traçar um rumo só é possível depois da escolha.
A partir daí é outra loteria, mas ainda assim você estará à frente. Não de ninguém, mas a frente de alguns dos seus fantasmas (seus maiores concorrentes e grandes perseguidores) que te seguram do portão pra trás.

A busca nunca será concreta porque a eterna luta com o incontestável caminho das questões existirá, mas elas sempre serão necessárias para o amadurecimento das atitudes tomadas para o caminho cada vez mais curto.

Usar o que tem de melhor a seu favor é um truque que funciona, mas é um exercício diário custoso para os destreinados. 
É mais fácil nos prendermos com a resolução de imediatismos defeitos a olhar pra dentro e ver quais são nossas reais virtudes contidas, aquelas inutilizadas, adormecidas e desperdiçadas. 
Trabalhar por você pode parecer simples se a preguiça não marcar presença.

Em meio aos detalhes, por vezes, esquecidos, muitas coisas se enroscam e não desafloram, inclusive as quais tem mais capacidade e ainda não descobriu.

A facilidade aqui passa longe, porém sua particularidade de querer enxergar pode simplificar. 
As respostas das suas rentáveis atitudes estão implícitas no retorno que o mundo te dá. 
É um ciclo envolvendo a dualidade de cada ser, seu interior e exterior, e funciona por uma retroalimentação que falha naqueles momentos fundamentais de você contar com você mesmo.

Escolher, exercitar e descobrir. 
Escutar as respostas do universo e caminhar pela busca infinita apoiado em si.
Fazer das dúvidas, aliadas. E começar é só um programa que o fará pensar no propósito de estar aqui. 

Não existe passo-a-passo, mas existe a vontade.


Listening d*_*b Tears For Fears / Sowing The Seeds of Love

Thursday, November 24, 2011

Transcender

O corpo é a parte material da alma.
Assim como a vida é o enigma da junção entre eles.
A busca pra essa retroalimentação permanecer se transforma na arte de viver.
Já transcender é uma arte a parte.
A tão multifacetada Arte de Transcender: resultado da fisiologia perfeita e complexa das conexões entre o concreto e o abstrato, o físico e o espiritual, a razão e a emoção.
Se transportar para ascensão.
Ascender.
Tranformar deixando-se levar sem esperar.
Transcender.
Conectar-se por incalculáveis instantes às sensações infinitas e surreais entre os vários mundos.
A troca entre  paralelos.
O alcance do intocável passando pelos mais diversos níveis.
A chegada aonde não existe, mas é o lugar mais desejado.
Transcender.
Esvaziar o pensamento com o prazer pelo inexplicável.
Sentir sem limites.
Permitir.
Transcender?
Um privilégio por aceitar o desafio de revelar-se a si mesmo podendo proporcionar ao próximo a mesma revelação.

Listening d*_*b  Poinciana / Ahmad Jamal

Thursday, September 01, 2011

Certo?

Dilema: optar entre o mais certo entre os 'certos'.
O famoso "se correr o bicho pega, se ficar o bicho come".
Se não fosse comum seria desesperador.
Tarefa de nível elevado até para as cabeças mais serenas, quem dirá para as mais pensantes...
Levando em conta que escolher entre o certo e o errado também tem seu nível de exigência.
Principalmente por ser um dos conceitos mais relativos e individuais existentes no que cerne o universo da estimada razão e discutida verdade.
Tudo muito conceitual e ao mesmo tempo vivencial.
Agregar certos valores nas situações da vida é um desafio cotidiano até pra quem não percebe que tem essa preocupação.
Preocupação vital para os questionadores lunáticos e uma pedra no sapato para os questionadores esporádicos.
Fica parecendo um papo de ser ou não ser com pitada contemporânea.
Afinal, estamos escolhendo o tempo todo e colhendo no tempo que nos resta.
Estamos sendo ou não sendo.
Estamos vivendo ou morrendo.

Como assim?
Opa.
Você pode até achar que não temos escolha sobre a morte ou a vida.
Mas sobre viver...
Aí é que está a diferença entre o verbo e o sujeito.
Se o sujeito não agir, o verbo não acontece. 

Ou acha que viver é sinônimo de existir?

Listening d*_*b The Killing Moon / Echo & The Bunnymen

Tuesday, June 21, 2011

Aula 23: O conceito de previsibilidade

Imprevisíveis. E ponto.

As coisas, as pessoas, a natureza, a arte.
Essas coisas que vem de dentro.
Tudo depende somente de quem faz.
Só quem faz pode prever a si.
Prever?
Não existe previsibilidade, porque quando ela existe, ela é falsa.
Ela engana aquele que acha que pode saber o que o tempo pode fazer com o futuro.
Ela é mais uma ilusão das cabeças que raciocinam, mas não pensam.
Daqueles que acreditam num sentido certo.
E aí, quando a previsão falha... Foi surpresa quem quis.
Conhecer personalidades não é prever atitudes.
Palavra essa que passa longe da mesmice.
Independente da falsa previsão, as atitudes serão eternamente distintas.
A distinção, como o instinto, é força interna que mora na essência da natureza humana.
A previsibilidade é sustentada pela mania do homem de querer estar à frente do conhecimento e do tempo.

Não preveja. Simplesmente deixe acontecer.
Tudo muda o tempo todo.
Não prever é não se antecipar em sofrer.
No final, tudo é uma questão de escolha e não de previsão.

Listening d*_*b Virginia Moon/ Norah Jones & David Grohl

Monday, February 28, 2011

E a luz persiste.

Cores imóveis, cabeças pensantes.
Um caos de neurônios.
Um mundo de sonhos.

A busca do inalcansável nas calçadas.
A luz que não se apaga.
No lugar que ninguém se afaga.

Um consciente sem consequência.
Um quadro sem entendimento.
Um caminho só no desenho.

Mesmo sem estar lá,
Não persiste.
Apague-se.
Ou apague essa luz!

Listening d*_*b Moving / Supergrass


Tuesday, November 23, 2010

No balanço da noite...

Olhando pra todos os lados há um 'mix' de sorrisos e de olhares dispersos.
Todo mundo cantando sem saber a letra.
Estranhos com objetivos comuns embutidos nos gestos e os individuais ocultos no andar.
Garrafas e goles perto de quadris se entrelaçando conforme a música.
Nem sempre ritmados, mas sempre entusiasmados.
Estranhos compartilhando anseios, desejos e angústias.
Acompanhados ou sozinhos.
Entre amigos ou entre as cadeiras.
Cada qual da sua maneira.
Cada um no seu perímetro delimitado pela timidez ou ultrapassado pela embriaguez.
Esse é o momento de não pensar em nada e ao mesmo tempo refletir o mundo.
Encostar as expectativas no fundo do copo e sonhar com um dia seguinte aliviado, mesmo sabendo que o alívio estará na aspirina da ressaca.

So, let's drink!

d*_*b Listening Doobie Brothers/ Listening To The Music

Monday, August 23, 2010

Gira-mundo do caos.

Ser contraditório nesse mundo multifacetado chega a ser clichê.
Ontem de um jeito. Hoje, outro.
Os sentidos mudam constantemente, o tempo todo, todos sabem.
Não falaram nunca que seria fácil, mas o que dizer de tudo que se vê?

O que os dias dizem?

Impotência diante do caos.
Vontade de abdicar e desistir da crença tola de ser um ser comum.
Aquele que projeta, paga as contas, sonha, paga as contas, segue adiante, paga as contas.
O dinheiro movendo todos os passos, realizando todos os movimentos, confundindo almas, vendendo gente e manipulando conquistas.

Difícil ter que concluir sem, sequer, iniciar.
Enquanto as horas e horas do precioso tempo se divergem em escravidão mental,  esforço corporal e lavagem cerebral.
Oferta de livre arbítrio é utopia.
E o pouco dele parece até inatingível por grande parte da massa.

O cansaço e o sofrimento transparecem, simplesmente, pela expressão estampada nos rostos dos perdidos das ruas por aí.
A nitidez de um excesso sem função.
E da falta na precisão.
E é desse bolo que sai a soma da maioria que resulta na média onde a sobrevivência é a única preocupação.

O gira-mundo frenético em busca dos míseros trocados.
Que mal entram e já saem, sem a sobra pro lazer, sem a fartura no prato, sem o ouvido satisfeito.

O corpo cansado e a alma infeliz.
E a certeza do funeral garantido e do sepultamento gratuito.

Que diacho de vida é isso? Será isso digno se ser designado como opção?

A paciência passa a ser parte do falso discurso moralista.
Principalmente no dicionário daqueles que não sabem o que é isso.
Quem disse que só o sacrifício leva as pessoas para onde elas realmente querem?

Vivenciar a cena em que as vidas estão sendo levadas e aceitar isso, serenamente, seria como presenciar um suicídio coletivo.

Nos dias difíceis, a repetição é um fardo.
Não há nada normal...
A rotina se torna a areia que incomoda os olhos semi-abertos e as colunas esmagadas daqueles que tem como testemunha somente o próprio suor.

Só torcemos para que o próximo dia chegue e as angústias sejam disfarçadas pelos sorrisos tímidos de quem não pode mais chorar e não aguenta mais reclamar.

d*_*b Listening Try / Janis Joplin