Sunday, March 25, 2007

Em pratos limpos...


Se entregar pras coisas simples é um prato cheio.
Cheio, daqueles de raspar o molho com a língua.
Como é bom ninguém precisar lavar o prato, porque tá tudo lindo, limpo.
Comido com gosto.


Tempo que passou, coisas vividas, na sua simplicidade, que agora sobram no espaço.
Sensação estranha de que as coisas não voltam, mas estão lá.


E as que vem, devem ser aspiradas, sugadas, com toda força, mesmo antes delas chegarem.
Porque assim parece que serão mais emocionantes, mesmo ainda não reais.
Com aquela carga positiva, com pitada de ilusão normal dos sonhos.
Mas só fique esperto(a) pra não dar tanta atenção pras expectativas.
Elas não merecem.


Deixa vir.
Se entregar mais ainda quando diz que faz o que tem vontade.
E realmente o faz, não só diz.
Não se ponderar quando está diante da, quem sabe, última oportunidade do momento mais feliz.
Porque todos os momentos são os últimos.
Porque todos os fatos são únicos.


Coração, sentidos, o bem e o mau nas mãos.
Dois, um, metade.
Não há matemática, pois não há muita razão.
O medo. O cultivo, perto. O retorno, incerto.
A gente morre toda hora e nasce de novo cheio de dúvidas.
A delicadeza se esbalda dentro da natureza que altera seu humor de acordo com cada deslize.
Porque nessa hora, os pensamentos voam, o calor traz agressividade, e o peso do rosto traz a calma na hora da brisa, no suspiro da vida.


E a única certeza:
Prato limpo, pra próxima degustação.
Outro dia, outra hora, outro momento, outro nascimento.

E o Sol é o mesmo. Por isso... Deixa vir.



Listening d*_*b New Order / Krafty

Linha bamba

Respirar para inspirar e esperar. Em um suspiro me reviro no tempo. Daquilo que poderia ser, mas sei que não devo. Será que espero? Ou me de...