Friday, October 30, 2009

Feliz... Cidade!


Parabéns por ter nascido!
Talvez ficar mais experiente é pensar que daqui há 2 ou 10 ou 30 anos, muitas coisas mudarão.

Crianças nascendo, idosos morrendo.
Guerras e jogos mundiais, fome, desenvolvimento sustentável.
Quantas mais mil vezes eu ouvirei falar de efeito estufa ou de crise no senado?
O que o mundo terá mudado na minha vida?
O que eu terei feito para mudar o mundo?

Desemprego, emprego.
Viagens, contenção de despesas.
Decepções e risadas.
Cerveja, água.
Filhos, cachorro.
Ressaca, churrascos.
Shows, filmes, música, parques.
Praia, cerrado. Caminhadas, semáforos.
Dinheiro pro fim de mês, mês pro fim do dinheiro.
Iphone, relógio de parede.

E o tempo vai passando.

A gente olha pra trás com a sensação de ter feito o melhor, ou de ter tido a oportunidade de ter feito mais.
Olhando pra frente com a esperança de que sempre vai melhorar, mesmo olhando pra trás mais um bilhão de vezes e vendo o quanto já se foi feliz.
Mas a felicidade nunca é um estado permanente.
Tem que se aproveitar dela quando está por perto.
Pensando assim é mais fácil pra se conformar.
Vamos caminhando a cada ano tentando trombar mais vezes com ela.
Aos poucos vamos nos desencontrando das dores, quais já aprendemos a absorver com os pés descalços, escorregando, caindo e levantando.
Como aquele grande porre que a gente nunca esquece.
E vai dando aquela impressão de que a vida vai ficando mais rica.
Mesmo quando as coisas não tem tanto sentido, a gente vai aproveitando os seus mais íntimos detalhes.
Optar por nós vai se tornando a idéia principal do roteiro.
E vai ficando aquela impressão mesmo...
De que o gosto vai ficando mais refinado.
De que os verdadeiros amigos vão sendo selecionados.
De que a família vale mais do que você já percebeu.
De que as batalhas e lutas vão tendo resultado e chegando mais perto.
De que os objetivos vão sendo cumpridos fugindo das regras.

Rumos tranversos, paradeiros diversos.
E as metas nunca terminam, porque quando terminarem, pra que fazer aniversário?

Há 25 anos atrás, eu tava esperniando pro mundo.

Se fosse fácil, a gente não nascia chorando...Mas hoje, percebo que a vida é o mistério que eu quero tentar desvendar por muitos e muitos aniversários ainda.
Mesmo sabendo que eu nunca vou conseguir, porque eu sou uma simples peça do universo humano, o prazer de poder tentar já faz a vida valer a pena.

Parabéns pra mim, pra você e pra nós!
Listening d*_*b Groove Armada / My friends

Monday, August 24, 2009

Diante do túnel.



A oscilação é uma constante.
Impossível viver no mesmo patamar por mais que os instintos positivos queiram se sobressair.
Por que é assim?
Será que a vida precisa ser padronizada à mesmice dos fatos e confusão dos sentidos?
Quando se preparar para surpresas?
Quando se preparar para as mudanças?
Ao mesmo tempo que tudo é confusão, algumas coisas não mudam nunca.
E saber disso pode mudar muita coisa.
E se for diferente, quem vai credibilizar?

Simplesmente é ou não.
Mas a gente tem teimosia. E o simples se complica.
A cisma do bendito lado de dentro dessa máquina chamada coração.
É tão dificíl simplesmente ser.
É tão constante simplesmente não acontecer.
Talvez a recusa seja mais fácil.
O não é sempre a certeza, enquanto que o sim é sempre a ilusão.

Melhor não parar para ver isso.
Melhor seguir esquecendo.
Melhor se deixar ser encontrado, do que tentar encontrar.
Melhor ser um acidente que espera pra acontecer.

De certa forma a gente tem o direito da escolha.
Escolha de entrar sem saber.
Escolha de sair por querer.
E no final, tudo é acidente.

Pra que insistir ficar parado se você pode ser e acontecer?
No final das contas, a gente entra no túnel e nem sabe quem virá do outro lado na contramão.
Uma hora, o acidente acontece.
É só continuar com o pé na estrada, mesmo que isso não seja novidade.


Listening d*_*b The Smashing Pumpkins / 1979

Thursday, June 18, 2009

Esconde, esconde.


As coisas nunca tem total sentido de ser ou de acontecerem.
Isso será assim sempre e pra tudo e pra todos.
Sentido é rumo, e rumo é regra, e regra é chato.
Descarte.

Lide com o sentir e não com o sentido.
Algo só pode ser importante, se for compartilhado.
Algo só é realmente válido, se fizer-se valer. Senão, descarte.
Ninguém pode ser maior que sua vontade de ser ou estar do jeito que melhor entender.
Ninguém é dono da sua felicidade.

No fundo, tudo é bem mais complicado do que parece, mas o mundo te fornece esquinas e vielas pra sair caminhando quando as avenidas estão muito conturbadas.

E os desvios... Não descarte!

Pelos desvios você descobre como chegar nas melhores saídas.
Bom dia, boa tarde, ou simplesmente boa.
As portas e saídas do tempo também contam.
A noite sempre será a melhor de todas porque é ela quem traz o sol do dia e oculta todas as angústias.

E vem o dia...
E como é bom se esparramar no dia.
E lembrar que se é maior do que pensa.
E lembrar o gosto de gostar viver.
O gosto do sorriso.
E não importa que amanhã seja só resultado de um sonho.
O que importa é sentir, dividir pra multipicar.
Importa é esperar só de si próprio. E chegar perto.
Ter competência pra ser feliz.
Esperar de si a mutação cotidiana de quem se transforma em mil pra alcançar as melhores formas de seguir adiante.
O mundo gira, e os pensamentos constroem as muralhas.
E serão especiais aqueles que conseguirem se achar.

Será que é mesmo tão difícil assim?

Listening d*_*b Audioslave/ The Last Remmaining Light

Wednesday, May 06, 2009

Cinzas.

Quando você chega à exaustão de tudo que você já tentou o que você faz?
As coisas parecem não mudar.
O dia parece não dar cor ao sol e vice-versa.
A noite tem uma lua que não pode ser admirada.
O som do silêncio ecoa uma saudade distante.
De quem não tem mais pra onde recorrer no alto das montanhas.

O que é o limite pra quem já passou dele?

É o vento que sopra sem sentir.
É a areia se tranformando em sólida rocha.
Que desce barranco abaixo sem piedade.
A pedra que rola sem ponderação.
São palavras expelidas por quem já não sente mais o efeito delas ou não sabe o que diz.
O que foram palavras doces, hoje são notas que ferem.
E as formas perdem seu encantamento, mas continuam lá.
Como a rotina.
Como o telefone tocando.
Como os carros passando.
Como o coração batendo anêmico.

De que vale a genuidade de um toque, se o coração é gelado?
Se os olhares não se confundem? Se as mãos não se vêem?
O coração dói pelas coisas que não se fazem.
Dói mais pelas coisas que se fizeram.
E se desmancha pelas coisas que não serão feitas.
Mas continua batendo pelas memórias de quem a morte subexiste.

O que será da alma que não acredita em seu coração?
Qual é a sua motivação pra isso, quando você sabe que cada dia cinza que amanhece é ele que diz pra você que o sol não vai nunca mais ser o mesmo?
O dia cinza que chove.
Sendo a chuva a única certeza das cinzas, como a morte é da vida.
Chove a água que é a lágrima da angústia multiplicada, proporcionalmente, pela falta dessa mesma motivação.

O tempo passa parado no mesmo lugar.
Enquanto o pensamento, frenético, não pára.


Listening d*_*b Emerson, Lake, And Palmer - From The Beginning




Wednesday, March 18, 2009

A Liberdade é provisória.



Como saber o que será das coisas?
Se na sua infinidade de possibilidades, o que parece ser impossível surge dos raios de luz dos cantos da cela.
Espacapar por qual das brechas?
Escolher por qual dos rumos?
O que está fazendo da vida?
Se não mudar, seus pensamentos mudam de você.
Eles querem ser livres. Eles saem, enquanto você fica.
Eles vêem sua essência esvairecendo pelas brechas das grades.
Você se mostra sem querer aparecer.
Simplesmente pela necessidade que lhe aflinge.
Se resume na própria vontade de só ser seu "único eu".

Até que ponto algo que pode te prender, pode ser a razão da sua liberdade interior?
Será possível?
Lançada a questão, que, se concretamente respondida, solucionaria o sucesso das boas relações.
Talvez dela saísse algo parecido com a busca do amor.
Do prazer duplo em todos os âmbitos e sentidos.
Assim seria se um único momento se transformasse em uma rotina.
E se a rotina se transformasse na razão do bem maior de viver.
Tudo se transformaria em uma "rotina de prazeres".
Sonho de muitos, realização de quase 'ninguéns'.
As pessoas resistem.

Só tome cuidado pra não se enclausurar dentro de si, enquanto a liberdade está do lado de fora.
O tempo não anda.
Ele corre para os que voam nas alturas e pairam livremente sobre seus ideais.

Listening d*_*b The London Philharmonic Oschesta - All my love - Led Zeppelin


Wednesday, January 28, 2009

Seguindo viagem...


A força aparece quando você acha ter ultrapassado a concretagem do chão.
A propulsão fica maior e melhor.
A vontade de levantar e seguir surge intensamente como uma borboleta renascendo, saindo do casulo por mais uma vez.
Cada vez mais livre.
Cada vez mais crente de que o sol vai nascer de qualquer jeito quando a brisa querer te levar.
E vai se acostumar indo sem se dobrar.

Andar e voar sem querer voltar.
O copo transbordando porque o espaço é pouco e você quer ser maior que isso.

Você quer ser maior que o céu.
Fugindo do mundo de mágoas.
E deixando tudo se reinicializar.


As vielas são opções de caminhos, assim como as ruas mais perigosas, as mais calmas ou as mais trepidantes.
Também tem as mais longas, as mais curvas.
As mais claras ou escuras.

Segue na viagem porque a vida é uma passagem, e perder tempo não é um benefício pra quem quase não o tem.
Escolha melhor o caminho a fazer.
Mesmo que os tropeços façam parte, independente do percurso, a certeza de querer sair do burado é o que dá sentido pra continuação da caminhada.
Siga sempre sorrindo porque você é mais importante do que você imagina pra si mesmo.
E, se isso não bastar, você nunca vai saber o que é ser uma borboleta.

Listening d*_*b Coldplay - Everything Is Not Lost

Wednesday, December 03, 2008

Porque sempre, resta 1.

O que distigue a fraqueza da fragilidade?
O que nos é sustentável de aguentar por sermos frágeis?
O que nos é cabível de enfrentar por sermos fortes?
Diferenciar entre o justo e o injusto.

Entre a realidade da dureza e a ilusão da subjetividade do mundo imaginário perfeito.
Essa segunda é até mais fácil, o mundo é vasto.

As escolhas estão engafinhadas umas nas outras tendo todas elas seu peso diante da imaturidade que temos pra fazê-las.
Elas nos testam a todo momento.

Assim como as situações e as oportunidades.
Testam nossa fraqueza ao mesmo tempo que nossa fragilidade.
Onde não podemos desistir e onde podemos usar a vantagem de ser ser-humano.
Até onde ter coragem pra enfrentarmos nossas fraquezas?
Até que ponto ter paciência pra entender nossas fragilidades?
Vivemos sempre na dualidade, por isso somos corpo e alma.
O lado racional e o emocional.A educação e a personalidade.
O que aprendemos a ser e o que nascemos sendo.
Curioso, não?!

A dúvida só surge a partir de uma divergência, a partir, sempre, de duas coisas.
Tá, isso não é novidade pra ninguém.
Ou o fraco, ou o frágil.E isso faz uma diferença e tanto.
Como se o 3, fosse um desempate do 2.
Como se o 1, fosse a escolha, efetivamente feita.
E como é difícil resumir qualquer coisa à 1.

Porque sempre, resta 1.



Listening d*_*b Confianzas/Gotan Project

Friday, October 24, 2008

Deixando os espinhos pra trás.

Engraçado como a vida se encarrega de tudo.
Ela vai mostrando que você mesmo monta seu destino.
Vai juntando o quebra-cabeça.
E as coisas, por fim, se encaixam nos devidos lugares.
Sim, nos DEVIDOS.
Não onde nunca deveriam estar.
A gente fica preocupado em mudar a vida das pessoas, mas esquece da nossa.
Massacramos valores, ultrapassamos limites, esquecemos dos espelhos.
Descemos até o nível mais difícil daquela trilha sem linha do horizonte esquecendo do camindo de volta pra casa.

Na ilusão e pretensão de conseguir provar pra nós e pros outros que somos capazes disso.
A gente segue sem rumo, se joga de cabeça.
Cegos na busca da tal felicidade que o outro não pode te dar.
Que a história pode ser feita diferente.
Que somos mágicos, ou ainda, que somos fortes o bastante e carregaremos fardos maiores ou dores mais insuportáveis diante dos cortes dos espinhos.
Acho que daí que surgem os grandes heróis em quadrinhos.
Transportados da nossa ingenuidade.

Podemos até ser uma parcela, em algum momento, em alguma frase, em algum olhar, em alguma lembrança, em algum tropeço ou escorregão.
Mas nunca da conclusão e do lugar onde o outro quer chegar.
Vamos aprendendo assim a enxergar o caminho de volta pra casa.
Se achar em si, encontrar o caminho da subida, ver aonde está o sol.

Sua participação pode ser tão grande ou não fazer a mínima diferença do outro lado do terreno.
Você estende a mão, mas quem precisa dela não é você.Você tá indo embora, mas não pode ajudar quem quer ficar no meio do caminho e se perder.
Pode ser que tenha a chance de achar uma rota alternativa ou pode ser que não.
Pode ser que isso seja rápido, ou pode ser que não.

E lá na frente você vai lembrar que estendeu a mão, mas não teve resposta.
E quem ficou do lado de lá vai lembrar que é impossível encontrar com alguém que já foi.


Listening d*_*b Doves / Firesuite

Wednesday, October 08, 2008

Na consciência insana sobre o campo minado.


Na vida tudo tem seu risco e seu preço.
E tudo te mostra o oposto do que se espera.
Se ter dúvidas é ser privilegiado pelo mundo das idéias...
Vamos lá então descobrir se esse paraíso saturado de incógnitas por todos os lados é sempre prazeroso mesmo?!
Como se seu pé estivesse sobre uma mina:
Você sabe todas as consequencias de ter pisado ali;
Você sabe todos os resultados, se tirar seu pé;
Mas não escolheu ter pisado.
Da próxima, preste mais atenção por onde anda!
Porque depois que entrou, ou melhor, pisou, tá pisado e pronto...
Você até pode sair, mas já terá motivos suficientes para sair sequelado ou pelo menos sem algumas das partes de você.


Daí, sente a alma se perder.
Aliás, alma, esta, que daqui a algumas horas vai subir pro tal paraíso ou conhecer outras dimensões.
Você vai explodir.

De tanto pensar ou de tanto esperar pra saber o que decidirá, antes que o tempo da mina passe e você não consiga decidir mais nada.
Você vai morrer...
Dessa ou em uma próxima.
Talvez, dessa, "só" fique mutilado...Mas você vai morrer um dia.
Porque a morte é a única certeza da vida.

Daí, vem a perguntinha capciosa: Pra que pensar tanto?
Se eu vou morrer uma hora ou outra...
Tira o pé logo. E vê no que vai dar.
Você vai sair machucado, mas pelo menos vai ter tomado uma decisão.
E se de repente, a mina falhar, você vai ser a pessoa mais feliz do mundo por alguns instantes que lhe valerão a vida.
Parece fácil resolver... Mas é a sua vida em questão...
Como tantas outras questões importantes. Ou nem tão importantes assim.
Até que ponto vale a pena se preocupar?
O que é realmente importante pra nós?

Uma grande oportunidade que você não saberá, se continuar sobre o muro, se continuar com seu pézinho teimoso e seus balões pensantes eternos.
Na briga interna não existe vencedor nem perdedor, porque 'ambos será (ou serão?) você' dependendo da sua escolha.
Na verdade, você é (são) vários!!!!!
Já parou pra pensar nisso?
Pensar faz doer a cabeça.


O grande 'porém' da questão toda, é que o pensamento que defini o rumo que você toma.
Nossa, que contradição é essa toda?
Pois é... Todos são inteligentes, a gente só não sabe direcionar nossa inteligência e acaba direcionando pro lado errado ainda por cima pra ajudar...
Também, se assim o fizéssemos, ficaríamos mais loucos ainda porque a vida seria muito certa.
E o ser humano não se atrai por ausência de problemas, muito pelo contrário.
E determinar isso, vai depender, única e exclusivamente, das suas necessidades.

As vezes, deixamos a vontade de lado porque somos movidos pelo nosso falso moralismo, pelos nossos enganos, pelo nosso orgulho, pelo nosso medo, pelo nosso preconceito e por ai vai longe esse texto...

O poder da ação é que muda qualquer coisa.
E ele só acontece depois da virtude de pensar.
Pena que a gente mistura tudo e acaba nem fazendo um, nem outro.
Ou demasiadamente um, e irrisóriamente o outro...
Ou nunca pensa, ou pensa demais.
Só não deixe o pensamento ser tão longo a ponto de nunca deixar a sua ação aparecer.
Você pode perder muitas chances de viver e acabar morrendo por burrice mesmo.


d*_*b Listening - Lost Souls/Doves

Tuesday, August 26, 2008

Levantar, andar e sonhar.

Se jogar pra ver o mar.
Saudade.

Ela sempre faz de tudo pra dispersar.
Quando a brisa do vento passa, e os cabelos embaraçados atrapalham sua visão.
Disfarçando, ela senta e espera o sol nascer, na sua plenitude das cores, na sua magestosa amplitude.
As gaivotas desenham suas perguntas no céu.
As lembranças entre as notas, a melodia do som das ondas, derretando a graça dos seus desejos na chuva.

O tempo que não passa, mas não pára.
E o abismo se abre diante da força das águas.
O coração dela bate fraco enquanto os momentos voam no pensamento.

Ela levanta.
Deixa os raios secarem as lágrimas que a chuva deixou.
Deixa a luz brilhar no seu rosto que a nuvem apagou.
E, despedaçada, anda juntando as conchas que o mar carregou.
Ela anda.
Sabendo que vai levar tudo o que se passou.
Porque tudo daquela paisagem sempre valeu a pena...

Ela sonha.
Sentindo que daquela caminhada muitas paisagens ainda virão, enquanto, entre passos, ela transforma seu interior.


Listening d*_*b The Hardest Part/ Coldplay

Friday, August 22, 2008

Porque o hoje não se repete.


É engraçado como o ser humano sente atração pelo caos, pelo errado, pelo difícil.

E apesar dos percalços da vida, ainda busca aumentar mais as dúvidas, pra somar as dúvidas já existentes (que não são poucas).

Insistir no erro e querer provar pra si que sempre as coisas podem ser diferentes, mesmo achando as mesmas respostas.

Tudo isso na grande tentativa de retomar aqueles momentos que jamais serão os mesmos, porque de fato o que se foi, é, literalmente, passado, fato...E ponto.

Vamos admitir e encarar.


O hoje não se repete.
O hoje traz a raíz nova, pra novo cultivo, pra novos frutos.
Faz sua vontade de ser alguém melhor, renascer.
Faz você enfrentar os medos pra querer ter certeza de que os riscos de dar certo podem valer muito a pena, assim como a probabilidade de dar errado, ser, mais uma vez, um aprendizado.

O sentimentalismo faz você querer acreditar muito no que só você sente, enquanto parece que nada é recíproco, que os outros não sentem nada além da sua presença.
A esperança de querer ouvir sempre seu lado mais ser-humano de ser.

A vida ilude muito, mas é descoberta por nós, aos poucos, lentamente.
Sendo, as direções, muito mais importantes do que a velocidade.

Há momentos em que atitudes precisam ser tomadas, mesmo que sejam contra sua própria vontade de ainda se iludir em ser ser-humano.
Há momentos em que você não percebe que suas escolhas agora, definem a direção e a velocidade das suas mudanças e do seu futuro.


Listening d*_*b Blind Melon / Changes

Thursday, June 26, 2008

Tudo encontra o seu lugar...

Hora de novas perspectivas sempre chegam na vida depois das grandes tempestades.
Não direi que nasce o sol, porque ele sempre está lá.
A gente sabe que o tempo é o senhor de todas as coisas,
contanto que seja usado e abusado da melhor forma.
Todas as formas tem seus encaixes, lugares e seus espaços... Certos ou errados.
Sabiamente só não tente acreditar nas promessas perdidas,
na ilusão do mundo encantado dos sonhos, porque lá é lindo, mas não existe.
Assim como, sabiamente, eu te digo que não resistimos e acabamos por acreditar em tudo isso.

Nada apaga sensações.
Nada é fracasso quando se passa pela covardia do medo de tentar ser ser-humano.
Enfrentar o que é mais forte do que você, mesmo que isso transpasse aquilo que nunca fez, ou o que nunca foi.

Mas depois de viver de emoções, você vê que são sempre os mesmos sonhos.
Hora que é preciso abrir mão dos vícios pela sua própria vontade de esquecer e pelo seu amor próprio.
E deixar que o tempo carregue as cinzas.
Amplitude, integridade, e você se encontrando com 1/3 do que seja você mesmo.

Já é uma evolução.
Acredite.

A espiritualidade que foi deixada pra trás dentro das loucuras de alguém que se perdia na multidão, agora tenta voltar pra alma, analisando tudo do alto da montanha.

Portas abertas, oportunidades ao vento, e tudo vai encontrando seu lugar...
As pessoas, de longe, ficam pequenininhas.
Belo truque.
Mas antes, sempre é necessário se perder, surpreender, se iludir, enlouquecer, fugir.

Porque depois...
Tudo encontra seu lugar...
Mesmo que seus sentidos sejam rebeldes, que suas emoções nunca mais sejam as mesmas...
Tudo encontra seu lugar...
Mesmo que no vão entre a alma e a razão.
Tudo encontra o seu lugar...

Listening d*_*b Duffy/ Delayed Devotion

Tuesday, May 13, 2008

O abismo das decisões.


Quando a corda aperta, o pescoço fica maior.
Não anatomicamente falando, mas os neurônios se conflitam com a realidade,
e a angústia parece existir.
Psicossomático?! Talvez.
Correr pra onde?
Buscar o quê?
Procurar quem?
Os perdidos no meio da multidão.
Assim são muitos.
Quando passos estão estagnados, quando respostas ficam ao vento,
quando pensamentos se perdem e você não entende.
Você fica estático.
Não encontra nem mais você dentro de você mesmo.
Enlouquecido.
Fugas, soluções ou inércia?
Porque ficar aqui?
Hora de escolher um, abandonar outro pra saber que irá acordar e ainda estará vivo.
Aquela vida que se almeja sem obstáculos.
Aquela vida que se idealiza entre peças que se juntam de um quebra-cabeças de milhões de partes sem sentido.


Tá na hora de pular e virar borboleta.


d*_*b Listening Summertime / Janis Joplin

Saturday, December 22, 2007

Nas próximas rodadas...


Vive-se daquilo em que se acredita?!
Atire a primeira pedra.
Chute na trave ou no ângulo.
As pequenas grandes chances de acertar ou errar.

Ou melhor, vive-se daquilo que se tem em mãos.
O hoje teima em ditar as regras, mas perde para o amanhã traiçoeiro.
Ninguém quer saber dele quando o time está ganhando.

Simples é fazer, dificíl é acreditar.

Sendo o prazer instantâneo e remediável, onde tudo que esta em mãos pode escorrer entre os dedos nas próximas palavras trocadas, preservar a sensação da saudade, como lembrança do que te trouxe suspiros é o primordial...

Sensação que perdura quando se fecham os olhos.
É a prorrogação do jogo que teima em ser 1x1.

E mesmo que seja um único segundo ganho até a próxima jogada, o que importa é a possibilidade de aumentar o placar.

Porque o jogo é imprevisível, como as pessoas, como a vida.

Listening d*_*b Emiliana Torrini / Next Time Around

Sunday, November 11, 2007

Caminhos...


A vida toma rumos paralelos quando pensamos estar em linha reta.
Agora é só tirar aquele pedaço que sobrou das memórias de uma outra vida idealizada.
Antes que os pedaços tentem se unir novamente, erroneamente.
Livre pra voar.
Nada é a mais do que o tempo julga necessário ser.
E todos tem suas razões pra sair da linha e tentar se arriscar.
Fracassar, todos fracassamos.
Mas corajoso é aquele que ao menos tenta.
Porque as chances podem escapulir a um minuto atrás, onde você poderia ter feito tudo ser diferente.
Mas como ter previsões?!
Aqui você pode se dar ao luxo de ter escolhas, mas não adivinhar.
Esse é o mistério da caixinha dessa nossa confusa existência.
Lidar com as impossibilidades é muito mais difícil do que se imagina.
Mas impossibilidades são reais.
E nada de desculpas pelas coisas feitas,
porque a existência é só um jogo, em um mundo onde o amor é lenda, e a loucura é fuga.

Onde serão vencedores aqueles que souberem perder.

Como sabiamente, já dito...
"Vivendo e aprendendo a jogar..."


Listening d*_*b James Blunt/1973

Thursday, September 20, 2007

De virtude a infortúnio.

Paciência é uma virtude...
Será mesmo?!

Parece que quando você a solicita demais,
ela tem uma desculpa de fazer as coisas que você queria pra hoje,
ficarem pra muito mais que amanhã.
No final das contas, são coisas que você queria pra ontem,
mas que por algum motivo o tempo quis que avançassem.
O motivo: talvez VOCÊ.

As vezes, de virtude a infortúnio.
Momento de ser repensada.
Será que ela não tá querendo atrasar alguma coisa que você pode trazer pra mais perto?
Melhor dizendo, pra mais rápido.
Ela te faz acomodar.
É aquela voz do: "-Tenha paciência..."

Ela atrasa o tempo, te angustia, mas é boa enganadora, te conforta, te conforma,
tira o peso das suas costas, dizendo que o tempo sabe a hora das coisas e não você.

Então,
vai esperaaaaaaaando, esperaaaaando, esperaaaaaaaaando.

Tenha paciência...
E se a hora não chegar nunca,
senta e chora, ou melhor, senta e toma uma cerveja,
porque pelo menos, por alguns instantes você vai esquecer ou se afogar de uma vez.
Listening d*_*b Cry Baby/ Janis Joplin

Wednesday, July 18, 2007

Mudando as direções...


E subitamente, tudo pode ficar simples como a nuvem que passa sem exitar.
Leve e solto, sem delongas, sem desconforto.
O vento muda a direção do barco.
A força da correnteza.

Quando se deixa a liberdade guiar, nada é tão mais exigente, ou melhor,
nada é mais criação, e sim realidade.
Por incrível que pareça, isso já modifica toda a paisagem.
Assim se faz menos a dor,
assim se faz pensar no que é e não no que virá.
E a natureza pode mudar tudo a cada 5 segundos, ou até menos.
A cada sorriso, ou a cada copo bebido.
Mas a visão é como uma nova sinfonia.
Que sempre pode estar pelo fim na música, mas ritmado pelo seu próprio tempo.
Até quando for suave aos ouvidos.
Porque nada é eterno, como as notas de Sol, de Ré, ou Mi nas melodias.
Como se ganha, pode se perder.

Sem problemas, outras músicas nascem, pra quem não abre mão de tentar viver os mistérios do inesperado.


Listening d*_*b Coldplay/ Shiver

Tuesday, May 15, 2007

Engano, doce disfarce...


Eu sei que não importa o que você leia,
o que você ouça ou o que você perceba.
As coisas vão entrar pelos seus poros,
de todos os lados sempre querendo cobrir uma falha.

Preencher um espaço.
Preencher uma linha daquela frase que você achou que teria desfecho óbvio e claro dentro daquela história do seu livro.

Em tudo que fizer, será assim.
Mesmo tentando se enganar, querendo ser outro, esquecer o que não consegue.
Você vai querer ter o poder de manipular as influências que rondam suas entranhas.
E até vai chegar a falsa impressão de que conseguiu.
E daí, amanhã ou depois, você conclui que tudo o que fez pra esquecer a falha, não te isenta da falta daquilo que não tem hoje.
Mas os caminhos tracejados, deixam livres lacunas,
que são preenchidas com traiçoeiras expectativas daquilo que não é verdadeiro.

É um veneno doce pra fugir de tudo aquilo que saiu do seu alcance.
E você segue assim, se enganando até todas as noites sobre seu travesseiro.
Só resta saber até que ponto vale a pena viver uma verdade que não é sua.
Ou seria, assim, melhor viver, do que saber que nunca terá a verdade que falhou?
Entenda como lhe convir, porque você só vai extrair, aquilo que pode te enganar um pouco mais.
Listening d*_*b The Wallflowers / Three Marlenas

Sunday, March 25, 2007

Em pratos limpos...


Se entregar pras coisas simples é um prato cheio.
Cheio, daqueles de raspar o molho com a língua.
Como é bom ninguém precisar lavar o prato, porque tá tudo lindo, limpo.
Comido com gosto.


Tempo que passou, coisas vividas, na sua simplicidade, que agora sobram no espaço.
Sensação estranha de que as coisas não voltam, mas estão lá.


E as que vem, devem ser aspiradas, sugadas, com toda força, mesmo antes delas chegarem.
Porque assim parece que serão mais emocionantes, mesmo ainda não reais.
Com aquela carga positiva, com pitada de ilusão normal dos sonhos.
Mas só fique esperto(a) pra não dar tanta atenção pras expectativas.
Elas não merecem.


Deixa vir.
Se entregar mais ainda quando diz que faz o que tem vontade.
E realmente o faz, não só diz.
Não se ponderar quando está diante da, quem sabe, última oportunidade do momento mais feliz.
Porque todos os momentos são os últimos.
Porque todos os fatos são únicos.


Coração, sentidos, o bem e o mau nas mãos.
Dois, um, metade.
Não há matemática, pois não há muita razão.
O medo. O cultivo, perto. O retorno, incerto.
A gente morre toda hora e nasce de novo cheio de dúvidas.
A delicadeza se esbalda dentro da natureza que altera seu humor de acordo com cada deslize.
Porque nessa hora, os pensamentos voam, o calor traz agressividade, e o peso do rosto traz a calma na hora da brisa, no suspiro da vida.


E a única certeza:
Prato limpo, pra próxima degustação.
Outro dia, outra hora, outro momento, outro nascimento.

E o Sol é o mesmo. Por isso... Deixa vir.



Listening d*_*b New Order / Krafty

Monday, February 12, 2007

Incondicionalmente, feliz.

Difícil quando nos deparamos com um sonho na vida real. Porque tudo fica parecendo mentira, menos a nossa vontade.
De repente, o mundo das incertezas faz a gente se perder num labirinto.
De repente, aparecem placas e sinais que só nossos próprios sentidos conseguem entender e apurar.

Pensa-se em acreditar e seguir a intuição, mas simplemesmente, ela pode só ser cúmplice do que o coração quer transformar em realidade.
Acreditar nela pode até ser perigoso.
Apesar de trapaças fazerem parte da rotina de quem se arrisca.
Mas a única certeza é saber que tal sentimento incondicional é um sofrimento ímpar, mas por ser raro, está longe de ser desprezado.
Fazer o quê, se o caos é atrativo?!

Como se a dor se tornasse secundária a todo o contexto ao redor, a qualquer capricho da vontade diante da figura que se quer ver feliz, ou diante de 3 segundos indescritíveis de uma noite inteira.
E por mais que não se "tenha", o espaço está lá, mesmo que vazio, paradoxalmente.
Porque em certas festas da razão, a duplicidade parece ser eterna e o futuro otimista, mas muito além dele mesmo, muito mais distante do que qualquer ação do hoje, do que qualquer palpite da intuição.

Por isso vive-se! No presente da felicidade.
Porque amanhã, tudo pode ter passado e ainda estaremos parados e incondicionalmente, felizes.

Listen d*_*b Starsailor / Alcoholic

Linha bamba

Respirar para inspirar e esperar. Em um suspiro me reviro no tempo. Daquilo que poderia ser, mas sei que não devo. Será que espero? Ou me de...